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Festival Mais Cultura será realizado este mês com programação on-line

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De 16 a 25 de novembro será realizada a sexta edição do Festival Mais Cultura, evento anual que reúne apresentações culturais e artísticas, além de palestras e minicursos. O Mais Cultura envolve todos os câmpus e unidades da UFMS, o que dá a oportunidade da comunidade acadêmica tirar um tempo em meio as suas tarefas diárias para apreciar e aprender com uma programação meticulosamente escolhida, sempre rica em atividades diversas. “O mais importante para a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Esporte é que as pessoas vivenciem arte na sua vida cotidiana e universitária, e o Festival Mais Cultura é essa janela que a gente abre para entrar muita arte durante um período do ano na vida das pessoas. A gente procura diversificar as linguagens e estilos oferecidos, e sobretudo priorizar a arte com a qual as pessoas têm menos contato, então nessa edição nós temos a arte do século 16 tocada no alaúde, por exemplo, que era um instrumento super famoso na época e que hoje não é nada famoso. Esse é um desafio da Universidade hoje, congregar tradição com a vida cotidiana, e o Mais Cultura tem sempre essa proposta”, declara o pró-reitor Marcelo Fernandes. Em 2020, por conta das limitações impostas pela Covid-19, o Festival foi repensado para que não deixasse de acontecer. “A gente esse ano teve o fator limitante da pandemia, essa surpresa negativa, mas a gente pôde revertê-la para possibilidades positivas, como abarcar todos os câmpus de uma só vez”, comenta Marcelo. A lista de atividades diminuiu em relação a edições anteriores, mas continua repleta de temas e apresentações interessantes. Programação Todas as manhãs dos dias 16 a 20, estudantes previamente selecionados terão espaço garantido para recitar poesias ou tocar instrumentos musicais nas salas de aula virtuais. A ideia é que, por pelo menos cinco minutos, tanto professores quanto universitários possam apreciar música e literatura de qualidade. Os docentes que desejarem realizar essa “pausa artística” em sua aula terão um formulário específico para se inscreverem, que em breve será divulgado no Portal UFMS. Uma característica forte do Mais Cultura é surpreender os servidores com pequenas sessões musicais ou teatrais dos diversos grupos da Universidade. Por mais que o Festival esteja sendo feito on-line, isso não mudará. Às 16h dos dias 16, 17 e 18 serão realizados espetáculos ao vivo no Teatro Glauce Rocha com transmissão para os servidores das unidades administrativas, que poderão apreciar e interagir com os artistas através do chat. Durante a semana, às 18h, serão realizados espetáculos de teatro, balé, circo, dança e cordel. Às 19h, o Mais Cultura abriga a programação do 6º Festival Internacional de Violão em Campo Grande: entre alaúdes e violas. Tudo será transmitido ao vivo para toda a comunidade interna e externa. Já a faixa das 20h é voltada ainda mais para a música antiga. O professor Ibaney Chasin, do departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba ministrará uma palestra. Haverá também espetáculos de música Elisabetana para alaúde e estilos ponteados e rasgueados dos séculos 16 e 17, e repertórios para instrumentos de cordas dedilhadas dos séculos 18 e 19. No fim de semana, o Autocine UFMS terá sessões escolhidas para complementar o Mais Cultura, única parte da programação que não será on-line. Dos dias 23 a 25 de novembro, será realizado o Desver – Festival de Cinema Universitário de Mato Grosso do Sul, com exibições gratuitas e abertas ao público de mais de 30 obras audiovisuais, entre filmes, curtas-metragens e cinema indígena regional. Chame os amigos e a família e compareça para prestigiar a arte e a cultura sul-mato-grossense. Mesmo que virtual, sua presença é muito importante. Eu Respeito! UFMS, a nossa Universidade! Texto: Leticia Bueno








Recital de violoncelo encerra apresentação cultural do Integra

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Com toda a sensibilidade que lhe cabe, a última noite de apresentação cultural do Integra 2020 foi presenteada com o “Recital de violoncelo Bach-Ligeti-Valente: mundos de pensamento na performance musical”, pelas mãos do violoncelista e professor de Música da UFMS William Teixeira. Classificado pelo pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte da UFMS, Marcelo Fernandes, como um grande celista no estado, o professor William foi bastante elogiado no chat do YouTube da TV UFMS, onde foi transmitida a apresentação, que já tem cerca de 600 visualizações. “Foi um Recital de qualidade técnica e riqueza de repertório”, afirma. As primeiras menções ao violoncelo são do início do século XVII e a peça inicial para o instrumento é de 1689. No Recital, foram apresentadas as peças de Johann Sebastian Bach, com Suíte para violoncelo solo em sol maior. BWV 1006., Gyorgi Ligeti, Sonata para violoncelo solo e Rodolfo Valente, com Refúgio. A primeira peça foi composta por Ligeti em sua adolescência (1948-1953). “Tem muita relação com os compositores húngaros daquele período. Já traz um pouco do que vai ser a sua abordagem futura, com uma música muito energética, é uma heavy metal do violoncelo”, expõe William. Refúgio é de Rodolfo Valente, compositor muito ativo em São Paulo. “Ele já recebeu diversos prêmios na Europa, e é um dos grandes expoentes da música mista, que mistura instrumentos acústicos com meios e processamentos eletrônicos”. Já a suíte Bach talvez seja a peça mais importante para o violocenlo solo, segundo o professor William, e faz parte do conjunto das seis suítes para o instrumento composta pelo músico alemão, sendo o Prelúdio um dos mais tocados ao longo dos seus 300 anos de composição. “A ideia foi realmente trazer três exemplos bem distantes em termos históricos para mostrar um pouco o que há de diferente nesses repertórios de origens temporais tão distantes mas, ao mesmo tempo, como podem ser colocados lado a lado e formar um todo que faz todo sentido do ponto de vista como utilizam o violoncelo e de como cada um, a sua maneira, constrói o seu mundo, que dialoga com o seu espaço local e que consegue ultrapassar os limites”, explica o professor William. A proposta trouxe uma pesquisa de algo muito antigo, como o caso do Bach, de 1720, já com três séculos, e outra peça como a do Rodolfo Valente, que usa tecnologia. “É para mostrar como tudo isso pode ser colocado lado a lado, porque é tudo música no final”, completa. Texto: Paula Pimenta


Editais em parceria com a FAED

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